domingo, 11 de maio de 2008

Reciclar é economizar energia, chega de desperdício

Fabiana Ferreira
No Brasil, cerca de 40 milhões de pneus são descartados anualmente, a utilização deste produto adquirido através da reciclagem como componente de asfalto, gera um material com qualidade superior, reduzindo custos em relação ao asfalto que é usado normalmente nas estradas e vias públicas brasileiras. Após a degradação de forma indiscriminada contra o meio ambiente, os seres humanos começam a olhar a natureza com outros olhos.

Vendo que precisam urgentemente ou, pelo menos tentarem reduzir o impacto ambiental que se agrava cada vez mais, em questão as condições de sobrevivência das futuras gerações. Por isso, hoje em dia existe uma mudança de atitude em relação à recauchutagem de pneus, que causam sérios impactos ambientais. Segundo o biólogo Alexandre Busfiha , " vários benefícios do reaproveitamento deste material, vêm sendo usado como componente em asfalto, combustível de fornos de cimento proporcionando economia de energia e uma enorme redução de custos, sem falar na maior elasticidade e durabilidade para nossas estradas " .

O Brasil está em 2º lugar no ranking mundial de recauchutagem de pneus, tendo total reaproveitamento desse resíduo, um mau uso deste produto não só trás danos a natureza, mas também a saúde e a qualidade de vida. Pneus abandonados em locais inadequados, muitas vezes servem de criadouros da dengue. Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora, contribuindo para diminuição da poluição dos solos, água e ar. Melhora a limpeza das cidades, gera empregos direitos para população e estimula a concorrência. Contribui com a limpeza e desenvolve hábitos ecologicamente corretos.

Leia mais sobre o assunto:

Ficha técnica

Portal ambiental

São ecológicos


Vídeo :

Pneus reciclados


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segunda-feira, 5 de maio de 2008

ECOLOGIA: Salvem as baleias, os peixes e o mar


Renata Monteiro
Há seis anos, uma baleia minke foi encontrada morta na Normandia, no Norte da África, com 800 quilos de sacolas plásticas no estômago. Segundo o programa ambiental das Nações Unidas, existem 46 mil fragmentos de plástico em cada 2,5 quilômetros quadrados da superfície dos oceanos. Isso significa que a substância corresponde a 70% da poluição marinha por resíduos sólidos.

A sociedade está mais consciente dos danos que o homem tem causado ao meio ambiente no último século. Mudanças climáticas em todo o mundo têm alarmado os governantes dos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Unidos, buscam soluções para minimizar as ações e conseqüências causadas pela poluição das indústrias, do lixo sólido e etc. Uma das grandes preocupações no momento são as sacolas plásticas distribuídas em todos os supermercados e lojas no mundo. Acostumadas a carregar as compras, as pessoas incorporaram as sacolas plásticas no cotidiano. Utilizam-se delas para forrar latas e abrigar o lixo doméstico. E aí começa o problema. Onde não existe a coleta seletiva, todo esse plástico termina em aterros sanitários e lixões a céu aberto, dificultando e impedindo a decomposição de materiais biodegradáveis.

Quando as sacolas saem das cidades e chegam aos rios e mares, além da poluição residual, causam o afogamento de alguns animais que confundem as sacolas com alimentos. O plástico é capaz de engasgar baleias e outros animais de pequeno, médio e grande porte, causando a sua morte.Cientistas brasileiros do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (IPT/USP) desenvolveram um plástico derivado do açúcar de cana. A estimativa de decomposição do produto é de 60 dias. O custo é mais elevado, o que atrapalha previsões sobre o alcance do produto.

Leia também
Biodegradável http://www.nobelpack.com.br/
http://idgnow.uol.com.br/mercado/2007/05/21/idgnoticia.2007-05-21.8640725136/
Lixões http://www.institutogea.org.br/2b.htm
Meio ambiente http://www.mma.gov.br/
Aterros sanitários http://www.institutogea.org.br/2b.htm
Saco plástico http://pt.wikipedia.org/wiki/Saco_de_pl%C3%A1stico

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ENERGIA NUCLEAR - desenvolvimento e perigo

Bruno Poppe

A energia nuclear sem dúvida alguma é a mais controversa, é a terceira fonte mais usada no mundo, em países como França, Alemanha, Estados Unidos, Suécia, Paquistão, Índia, e muito outros, inclusive Brasil.

A energia nuclear possui vantagens como não utilizar combustíveis fósseis e não soltar gases poluentes. É considerada energia limpa. Segundo o Minsitério de Ciência e Tecnologia, a tecnologia é madura e comprovada. No Brasil é representada pelas usinas de Angra I e II, responsáveis pelo abastecimento de 40% do estado do Rio de Janeiro. O Brasil possui uma das maiores reservas do mundo de urânio, suficiente para o abastecimento doméstico e exportação de excedentes.


Embora seja considerada energia limpa, o que se discute é a real necessidade de sua utilização no Brasil, uma vez que somos tão ricos em outras possibilidades, principalmente em recursos hídricos. Uma catástrofe ocorreu na cidade de Chernoibil em 1986, quando o quarto reator da usina explodiu, ocasionando milhares de mortes, mazelas físicas às gerações futuras que se expuseram à radiação, além da inutilização de um enorme área que, até hoje é contagiosa. O lixo nuclear também é um problema muito sério, uma vez que sua armazenagem requer procedimentos específicos e dispendiosos durante muitos anos.

ENERGIA SOLAR - mal utilizada

Bruno Poppe

No Brasil o uso mais representativo é o residencial, principalmente na região sudeste, onde há sol e capital. Sim, pois a tecnologia ainda custa caro, ainda mais se levarmos em conta sua eficiência, bem menor se comparada às outras fontes tradicionais, como o gás natural.

O aquecimento de água tem sido a utilização mais corriqueira. Em Belo horizonte, já passa de mil, o número de prédios com essa tecnologia. É provável que no futuro, a captação solar já esteja presente em um grande número de residências e outros estabelecimentos. Por ser abundante, renovável e limpa, a tendência é tornar-se cada vez mais barata devido ao movimento normal do mercado tecnológico. Para se ter uma idéia, o aquecimento de água de um hotel, é responsável por 25% da energia total consumida, valor que equivale de 5% a 15% do faturamento. Em residências a economia pode chegar a 30%, principalmente onde há uso de chuveiros elétricos.

A energia solar é também uma excelente solução para áreas ermas, rurais e pouco povoadas, locais onde é inviável financeiramente a condução de energia convencional. Cerca de 15% da população brasileira ainda não tem acesso a eletricidade, principalmente nas regiões centro-oeste, norte e nordeste. Existem projetos que visam cumprir metas locais e específicas, como bombeamento de água para abastecimento domestico, irrigação e piscicultura, sistemas de uso público como iluminação de rua, escolas e hospitais, produção de gelo e dessalinização da água.

De qualquer maneira, a energia solar ainda engatinha no Brasil, mal é sabido seu potencial. Em uma escala mundial, estima-se que o sol produza diariamente energia para abastecer 10 mil vezes o consumo mundial.

Na Espanha, a Torre do Sol abastece a cidade de Sevilha. Gigantescos painéis solares concentram irradiação para um ponto de um torre com 40m de altura. É o que se tem de mais moderno em termos de energia solar. O projeto, que está em expansão, visa abastecer toda a cidade, que possui 600 mil habitantes. A companhia geradora de energia confirma que o preço do investimento é três vezes mais caro que os convencionais, mas o retorno é garantido. No futuro não haverá custos para obter combustível.

ENERGIA EÓLICA - a que mais cresce

Bruno Poppe

“Denomina-se energia eólica a energia cinética contida nas massas de ar em movimento (vento). Seu aproveitamento ocorre por meio da conversão da energia cinética de translação em energia cinética de rotação, com o emprego de turbinas eólicas, também denominadas aerogeradores, para a geração de eletricidade, ou cataventos (e moinhos), para trabalhos mecânicos como bombeamento d’água.”

Esta é a energia que mais cresce no mundo, na ordem de 20% ao ano. Somente em 2004 foram investidos 40 bilhões de dólares em energia eólica. Países como Alemanha, EUA, Dinamarca e Espanha, já possuem mais de 3000MW em energia deste tipo. O crescimento do mercado, aliado às necessidades planetárias, fez com que a Associação Européia de Energia Eólica, estabelecesse novas metas, segundo as quais, até 2020 a energia eólica deverá ser responsável pelo abastecimento de 10% de toda energia requerida no mundo.

Para que a energia eólica seja considerada tecnicamente aproveitável, é necessário que sua densidade seja maior ou igual a 500 W/m2, a uma altura de 50 m, o que requer uma velocidade mínima do vento de 7 a 8 m/s.

No Brasil possuímos um potencial eólico capaz de gerar 60000MW (Megawatts) segundo os estudos mais recentes. Um enorme potencial, que não pode ser desprezado. Atualmente a utilização deste tipo de energia no Brasil é pífia. Possuímos alguns parques eólicos, principalmente no Ceará que geram, somados, 22075 KW. E é só. Existem cerca de 95 parques eólicos outorgados pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), capazes de gerar 6500MW a espera de investimentos.

Boas notícias vêm da Espanha, que possui pouco potencial hídrico, e onde a geração de energia limpa, proveniente dos ventos, ultrapassou as demais fontes. Em horário de pico, a energia eólica respondeu por 25% do abastecimento nacional enquanto a energia nuclear e térmica a carvão respondiam por 16% e 15% respectivamente. Um avanço significativo, que antes de mais nada, vem comprovar ao resto do mundo a eficiência deste tipo de energia, e sua viabilidade econômica, conforme afirma Ricardo Baitelo, do Greenpeace.

Na região Nordeste, há um fato inusitado. As épocas do ano de menor volume hídrico, correspondem a de maior potencial eólico, estudos estão sendo desenvolvidos para que as fontes possam se complementar de acordo com a disponibilidade de cada uma. As possibilidades existem, devemos agora olhar para o futuro como países desenvolvidos, se é essa a nossa pretenção.

TERMELÉTRICA – o atraso

Bruno Poppe

As usinas termelétricas, juntamente com as usinas nucleares de Angra I e II, no Rio de Janeiro, respondem por 17% da geração de energia nacional, 80% das quais utilizam o gás natural, fóssil e não renovável, além do carvão, óleo diesel e gasolina.

Combustíveis menos poluentes, mais baratos e renováveis como a biomassa, bagaço de cana-de-açúcar e resíduos urbanos, estão sendo testados através de uma parceria entre o PNUD (Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento), Ministério da Ciência e Tecnologia e GEF (Fundo para o Meio Ambiente). Estes combustíveis já são utilizados para geração de energia das próprias usinas. Estudos estimam que a troca de combustíveis tradicionais por biomassa proporcionaria um redução de 44 milhões de toneladas nas emissões de CO2 na atmosfera. Este número equivale a 18% das 237 milhões de toneladas que o setor de transporte e geração de energia lançam anualmente. Segundo as diretrizes de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Kioto, emissões comprovadamente reduzidas geram crédito carbono, que poderiam ser vendidos a outros países, gerando um aporte de capital em torno de US$100 milhões para as termelétricas brasileiras.

As usinas termelétricas são, de longe, as que mais poluem, responsáveis por 2/3 das emissões dos gases de efeito estufa. Por mais que se realizem estudos para aumentar a eficiência da relação entre o custo e o benefício do processo, o ideal seria a diminuição gradativa destas usinas. Além da contaminação do ar, são responsáveis também por chuvas ácidas nas regiões próximas. Outro grande problema é a quantidade de água utilizada para geração do vapor, obrigatório pra o acionamento das turbinas.

Muitas empresas possuem usinas próprias, como a Bayer, Latasa, Globo, Souza Cruz, Brahma, entre outras. Seria lindo se pudéssemos ver ventiladores eólicos ou placas solares nos parques privados, ao invés de gigantescas chaminés cuspindo negra fumaça. E porque isso não acontece? Nos próximos posts, sobre as energias do futuro.


HIDRELÉTRICAS – o nosso carro chefe

Bruno Poppe

As usinas hidrelétricas são responsáveis por 80% da geração nacional de energia. Quedas d`água movem turbinas, gerando a eletricidade que dali é distribuída aos consumidores finais. Para a construção destas usinas é necessário o alagamento de grandes áreas a fim de represar a água, desviar o curso dos rios, por vezes desalojar cidades inteiras, entre outros. Embora sua construção implique em sérios danos sócio-ambientais, tem sido entendida como energia limpa, pois não produz resíduos nocivos ao meio-ambiente. Teoria que já encontra controvérsias.

Cientistas afirmam que usinas hidrelétricas emitem gases estufa.

Segundo estudo recente publicado na revista Ciência Hoje, usinas hidrelétricas contribuem na emissão de gases carbônico e metano. Isto se deve ao fato de que o material orgânico acumulado no fundo das grandes áreas alagadas, se decompõem, gerando os gases que sobem em bolhas para a atmosfera. O gás retido no tecido das plantas entram em estado de decomposição e liberam o CH4 (metano), quatro vezes mais poluente que o CO2, que seria liberado caso a matéria orgânica estivesse sobre a superfície. Segundo cientistas, este tipo de emissão corresponde globalmente a 4% das emissões de CO2 e 14% de CH4, um numero bem expressivo se levarmos em consideração a elevada toxidade do gás. O que se imaginava até então ser enegia limpa, pode não ser bem assim.

O Plano Nacional de Energia para 2030 (PNE2030) do Ministério de Minas e Energia, considera uma pequena diminuição no uso de energia proveniente de hiderlétricas, reduzindo a participação de 14,8% para 13,5% no cenário nacional. Os últimos estudos confirmam um potencial nacional hidrelétrico de 260GW (gigawatts), dos quais 174GW estariam em áreas de baixo impacto ambiental, com destaque para a região amazônica (hããã?) onde está grande parte deste potencial. Estima-se que até 2030, 94% de toda capacidade hidrelétrica nacional esteja sendo usada.